Brucutu

Mais uma fanart que fiz esses dias. O personagem da vez é um homem das cavernas muito famoso na infância de nossos avós e pais. Talvez você não lembre ou até nunca tenha visto. Eu lembro que cheguei a assistir os desenhos dele na TV, mas tenho quase certeza que conheci esse personagem através de revista em quadrinhos!
Alley Oop, criado por Vincent T. Hamlin e publicado originalmente em 1932, nos EUA, ganhou o nome de Brucutu aqui no Brasil.

Brucutu era um forte guerreiro pré-histórico que carregava sempre um martelo de pedra e vivia no reino de Moo com seu covarde dinossauro de estimação, Dinny. Apesar do ambiente pré-histórico, o alvo das tiras era a sátira da vida suburbana dos americanos. As primeiras histórias eram centradas nas aventuras de Brucutu e seu amigo troglodita, Foozy, sua namorada Ulla (Ooola), Rei Gus (Guzzle) e a Rainha Umpateedle e diversos outros cidadãos de Mu. Brucutu e seus camaradas viviam tendo eventuais escaramuças com os habitantes do reino rival de Lem, governado pelo Rei Tunk. (Os nomes Mu e Lem são possivelmente referências aos lendários continentes de Mu e Lemúria).

O desenhista V. T. Hamlin criou a personagem após ter trabalhado numa campanha publicitária para uma companhia de petróleo texana, onde teve conhecimento sobre fósseis e a vida primitiva da humanidade. Seu nome original foi baseado no grito de incentivo dado por ginastas e trapezistas, ‘allez oup’ que traduzido do francês significa mais ou menos um “Vamos lá”.

As tiras de Brucutu foram publicadas por cerca de 40 anos (desde 1932) nos jornais norte-americanos. Hamlin se aposentou em 71 e seu assistente Dave Graue assumiu as tiras até 2001, quando também se aposentou. Ele morreu pouco depois, num acidente de carro. As tiras de Brucutu, entretanto, sobreviveram a seus autores, sendo ainda publicadas por Carole Bender (roteiro) e Jack Bender (ilustrador).

Brucutu foi homenageado por um selo postal norte-americano, com valor de 32 cents.
Nos anos 60, ele foi tema da canção Alley Oop, do conjunto The Hollywood Argyles com versão em 65 da música em português, cantada pelo rei Roberto Carlos, que acabou batizando todos os homens rudes e sem modos da época como brucutus!
Seu desenho passou na Globo nos anos 70 até a metade dos anos 80 com produção da Filmation.

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