Shaolin Monk

Mestre Shaolin Kun Lao é um dos personagens que criei para a história do Clã das Taturanas.
Ele é um monge, mestre no Kung Fu Shaolin.

Entenda um pouco sobre o Shaolin Kung Fu e sua história aqui em baixo:
Um pouco sobre o Shaolin
Shaolin é a mais famosa escola de Quanshu (A Arte das Mãos livres).
 
Shaolin Kung-fu é assim chamado em virtude de ter sido criado no Monastério Shaolin nas montanhas Song (Songshan), no município de Dengfeng, na Província de Henan. Ao redor destas montanhas existem muitos lugares de interesse histórico – túmulos antigos, pagodes, placas de pedra com inscrições e templos construídos em diferentes épocas. Dentre as muitas relíquias, o parcialmente preservado Monastério Shaolin é o mais famoso.
 
Tendo origem das Dinastias do Norte e do Sul (420-589) e apogeu nas Dinastias Sui (581-618) e Tang (618-907), sofreu numerosa variações em eras subseqüentes.
Em 495, um monge indiano chamado Batuo veio à China para pregar o Budismo. Como um devoto seguidor da religião, o Imperador Xiao Wen ordenou a construção do monastério para o monge visitante nas montanhas Song. O monastério foi chamado Shaolin por estar localizado numa floresta (Lin, em chinês) sob o lado sombrio da cadeia de montanhas Shaoshi, que compõe um dos lados de Songshan.
O Monastério Shaolin teve uma história turbulenta. Foi seriamente afetado por incêndios em três guerras, sendo o primeiro na Dinastia Sui, o segundo na Dinastia Qing (1644-1911) e o terceiro – o mais catastrófico de todos – em 1928, quando o fogo destruiu templos e valiosos documentos, que relatavam o estudo do desenvolvimento do Shaolin Kung-fu, por mais de 40 dias.
As estruturas arquitetônicas que sobreviveram à destruição incluem a Entrada da Frente, o Salão de Convidados, o Pavilhão Bodhidharma, o Salão do Mento Branco, a Câmara dos Mil Budas e a Floresta das Placas de Pedra. Não evidências conclusivas de quem criou o Shaolin Kung-fu, nem quando foi criado.
 
Algumas pessoas dizem que esta arte foi desenvolvida por Bodhidharma, um monge indiano que veio à China 30 anos depois de Batuo. Outra fonte diz que a prática da arte marcial no Monastério Shaolin iniciou-se artes de Bodhidharma através de dois discípulos de batuo, Hui Guang e Seng Chou. Atualmente, estudiosos e pesquisadores compartilham a idéia de que a origem do Shaolin Kung-fu não deve ser atribuída a uma só pessoa ou a uma simples escola do Monastério Shaolin. Eles sustentam que o Wushu de Shaolin foi criado e desenvolvido pelos monges do monastério ao longo dos anos, com bases em formas populares antigas.
Shaolin Kung-fu serviu, pela primeira vez, para propósitos militares na Dinastia Tang, quando o primeiro imperador, Taizong, pediu auxílio ao Monastério Shaolin para combater Wang Shichong, que queria estabelecer um regime separado em Louyang. Trabalhando em conjunto com as tropas imperiais, os monges-guerreiros Shaolin capturam Wang vivo. Treze deles foram condecorados por serviços prestados, incluindo o Monge Tan Zong que recebeu o título de General. Além disso, o monastério recebeu 400 mu (1 = 1/6 acres) de terra e apoio para o treinamento marcial dos monges. Em seu apogeu, Shaolin possuía um contingente de cinco mil monges – guerreiros e era conhecido como “O Monastério Nº 1 sob o Céu”.
 
Além dos exercícios Shaolin de mãos livres , os monges também praticavam qigong (exercícios respiratórios), montaria e combate com armas. De fato, eles tornaram-se um destacamento especial do Exército Imperial. Na metade da Dinastia Ming (1368-1644), a costa da China sofria freqüentes saques dos Japoneses. Em 1522, o Monge Yue Kong liderou um grupo de elite de 40 monges Shaolin na região do rio Songjiang, na província de Zhejiang, contra os invasores. Usando bastões de ferro como armas, eles combateram com bravura e venceram muitas batalhas antes de patrioticamente perderem suas vidas.Com ligação direta com a corte, os monges-guerreiros shaolin não ficaram isentos de ser utilizados como elementos de repressão. Em 1341, eles atacaram os Turbantes vermelhos, um exército de camponeses rebeldes. A batalha foi retratada no mural da Câmara do Manto Branco.
 
Supõe-se que um monge leve uma vida reclusa, mas os de Shaolin, sendo versados em artes marciais, estavam freqüentemente envolvidos em questões políticas. Mesmo utilizando os monges para seus fins, a classe dominante temia o seu poderio militar. Durante a Dinastia Qing, os monges Shaolin foram proibidos de praticar artes marciais. Em 1723, quando o monastério estava sendo reformado, a planta da construção teve que ser submetida a exame pelo imperador, que decretou que os monges passariam a ser supervisionados por um monge superior apontado pela corte. Por outro lado, como resultado do patronato imperial, o Shaolin Kung-fu cresceu de maneira sólida em termos de prestígio e popularidade. Numerosos peritos em Wushu foram a Shaolin aprender a arte, enquanto auxiliavam a aperfeiçoá-la.
 
Conta-se que, antes de ocupar o trono, o primeiro imperador da Dinastia Song (960-1279) fez um estudo intensivo do Shaolin kung-fu e, baseado em seus padrões básicos, desenvolveu 36 formas de Changquan (Punho longo) que, mais tarde, derivou numa escola com seu nome. Durante as Dinastias Jin e Yuan (1115-1368), um perito em Shaolin Kung-fu chamado Bai Yufeng, baseado na essência do tradicional Wuqinxi (Jogo dos cinco animais), criou seu próprio “Cinco Exercícios de Mãos Livres”, imitando os movimentos do Dragão, Tigre, Leopardo, Serpente e Garça. Seu contemporâneo Velho Li, que era versado em diferentes escolas de Shaolin Kung-fu, trabalhou para disseminá-lo em vastas áreas das Províncias de Henan, Shannxi e Sichuan.
Foi a partir deste momento que o Shaolin Kung-fu saiu dos limites dos círculos budistas e estabeleceu-se como uma escola independente de wushu. Este fato permitiu que inúmeras variações surgissem, o que possibilitou uma crescente influência sobre outras escolas.
Dois afrescos na Câmara do Manto Branco do Monastério Shaolin mostram monges se exercitando.
 
Pintados em 1662, o do muro norte retrata exercícios de combate de Liuhequan e o do muro sul ilustra combates armados, ambos destacando claramente movimentos de braços, pernas, olhos e corpo da Escola Shaolin.
Equilibrando força e graça, ou “rigidez” com “suavidade”, os movimentos de Shaolin Kung-fu são simples e compactos, rápidos e sólidos, e são todos realizados em posturas naturais e flexíveis juntamente com um trabalho de pernas firme e leve. Os socos são como ondas, com os braços que parecem não estar flexionados nem completamente estendidos. Os olhos estão fixados no adversário, lendo suas intenções. Em combate, o mestre de Shaolin Kung-fu tem aparência impetuosa, mas permanece internamente calmo. Longe de ser uma arte de demonstração, Shaolin Kung-fu possui definidos propósitos práticos. Uma vez que foi desenvolvido para o combate a curta distância, pode ser praticado em espaços pequenos
 
Há seis princípios básicos para o Shaolin Kung-fu:
  1. Seja hábil. Os movimentos devem ser variados, não telegrafados e flexíveis.
  2. Seja discreto. Derrote seu oponente utilizando sua própria força, “assim, você poderá derrubar uma pessoa que pesa 100kg, usando uma força que move 0,5kg”.
  3. Seja corajoso. Ataque sem hesitação, toda vez que houver oportunidade.
  4. Seja rápido. O oponente pode ver sua mão, mas não seu soco.
  5. Seja impetuoso. Golpeie os pontos vitais.
  6. Seja prático. Todos os movimentos possuem um fim estratégico.
Concluindo, todas as técnicas devem ser aperfeiçoadas para que se alcance o máximo de eficácia. Naturalmente, isto envolve longos anos de prática, como está evidenciado nas cavidades encontradas no solo de bloco de pedra do Templo dos Mil Budas do Monastério Shaolin. É dito que estas depressões tiveram origem em decorrência dos intensos treinamentos dos monges, ao longo de inúmeras gerações.
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